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A Ansiedade


Vivemos num corre corre constante, sem tempo para nada em que desejamos que um dia tenha mais do que 24h porque o “tempo voa” e “não tenho tempo para fazer o que preciso”, e estas são expressões que muitos reconhecemos como constantes no nosso dia a dia!


Este estado de constante alerta, de correria e stress leva-nos a negligenciarmos algo tão essencial como a nossa saúde física, mental e espiritual, desencadeando uma crescente preocupação da nossa atualidade que é a Ansiedade e as suas consequências para nós, para a nossa vida e para quem nos rodeia.


Ansiedade é um termo geral para vários distúrbios que causam nervosismo, medo, apreensão e preocupação.

A ansiedade é uma reação que todo indivíduo experimenta diante de algumas situações do dia a dia, como falar em público, expectativa para datas importantes, entrevistas de emprego, vésperas de provas, exames de saúde entre outras.

Contudo, algumas pessoas vivenciam esta reação de forma mais frequente e intensa, que pode ser considerada patológica e comprometer a saúde emocional.

Ansiedade e Medo

Os transtornos de ansiedade incluem aqueles que compartilham características de medo e ansiedade excessivos e perturbações comportamentais relacionadas.

Assim, medo é a resposta emocional à ameaça iminente real ou percebida, enquanto ansiedade é a antecipação de ameaça futura.

O medo é com mais frequência associado a períodos de excitabilidade aumentada, necessária para luta ou fuga, pensamentos de perigo imediato e comportamentos direcionados a escapar de alguma situação.

Os ataques de pânico destacam-se dentro dos transtornos de ansiedade como um tipo particular de resposta ao medo.

Sintomas da Ansiedade

  • Ver perigo em tudo;

  • Apetite desregulado;

  • Alterações de sono;

  • Tensão Muscular;

  • Medo de falar em público;

  • Preocupações em excesso;

  • Ficar sempre próximo de ataques de nervos;

  • Medos irracionais;

  • Inquietação constante;

  • Sintomas físicos;

  • Pensamentos obsessivos;

  • Perfeccionismo;

  • Problemas digestivos.



Como controlar a ansiedade?

Aprendemos a controlar a ansiedade quando identificamos os seus gatilhos emocionais. Desse modo, uma das melhores ferramentas para lidar com os momentos de maior ansiedade é descobrir métodos tão simples e tão importantes, como a prática de amor pessoal.

Utilizar técnicas de respiração como Pranayamas ou Breathwork muitas das vezes presentes em aulas de yoga. Aprendendo depois a usá-las no seu dia a dia e quando mais precisa delas. Saber respirar é saber viver.

Praticar meditação, experimente vários grupos ou professores que lideram meditações e identifique-se com o que lhe transmite maior conforto e paz interior.

A meditação é sem dúvida uma ferramenta extremamente benéfica para a sua saúde mental.

Pratique Yoga, faça desta arte milenar a sua prática diária, ela traz até si uma imensidão de benefícios utilizados por milhões de pessoas em todo o Mundo. Trabalhando o corpo, a mente e o espírito, também aqui experimente vários professores e várias vertentes ou estilos de yoga e escolha aquele com que se identifica mais.

Para além destas ferramentas, se sentir que quer ir mais além, procure um apoio mais especializado dependendo da área que precisa mais. Uma Health Coach por exemplo poderá ajudar a equilibrar várias áreas da sua vida, orientando e guiando por forma a atingir os seus objectivos e tornar-se a sua melhor versão.

Entre outras opções como por exemplo um mentor ou um life coach poderão também ser bastante importantes para o processo de orientação que lhe dará bases para uma vida mais organizada e livre de surpresas indesejadas.



O impacto da ansiedade no cérebro


O impacto da ansiedade no cérebro é enorme. O cortisol, a adrenalina e a noradrenalina deixam-nos em estado de alerta e defensivos. Dessa forma, a nossa mente transforma-se num terreno fértil para pensamentos irracionais, para o medo que devora e paralisa, para aquelas emoções que, como um anoitecer gelado, sem lua ou estrelas, que obscuram completamente a nossa realidade. A verdade é que poucos estados psicológicos podem se tornar tão intensos quanto a ansiedade.


Estudos demográficos mostram que muitas pessoas convivem com a ansiedade cronica, são incapazes de perceber que existe outra maneira de sentir e processar a realidade, deixam-se levar por esse “cavalo de batalha” sem saber como reagir, por outro lado, alguns experimentam o que é conhecido como ansiedade situacional, falar em público, enfrentar uma entrevista de emprego, uma prova ou mesmo na relação com os outros, são exemplos de momentos em que a bandeira vermelha do perigo que tanto nos limita é içada.


Todos nós já sentimos ansiedade. Essa resposta humana tão natural, que em doses corretas pode atuar como um condutor valioso para impulsionar os nossos propósitos, muitas vezes foge do nosso controle. Ela toma conta da nossa vida sem que percebamos, e quando isso acontece, tudo fica distorcido e sem forma.


Para entender melhor o impacto da ansiedade no cérebro, precisamos saber diferenciá-la do stress. Por exemplo, o stress corresponde a um processo de ativação fisiológica que surge como resultado de múltiplos fatores externos. Ou seja, há sempre um elemento que o desencadeia no momento presente. A pressão no trabalho, um excesso de tarefas, problemas familiares, etc. O stress surge quando estamos conscientes de que “nos faltam recursos” para enfrentar todos esses estímulos.


A ansiedade é algo mais complexo do que o stress, embora seja verdade que muitas vezes possa surgir como um efeito do próprio stress, podemos dizer que muitas vezes experimentamos essa emoção sem saber porquê, é algo interno, algo que surge de vez em quando, em diferentes momentos e situações. Estamos diante de uma resposta fisiológica que nos prepara para escapar ou lutar contra uma ameaça (real ou não).


Tudo isto torna a ansiedade intrinsecamente diferente do stress e, por sua vez, muito mais difícil de lidar por causa da maneira como é estruturada no nosso cérebro.



A amígdala


A amígdala é uma pequena estrutura localizada na parte mais profunda do nosso cérebro. É ela quem processa e interpreta todos os sinais sensoriais que vêm do nosso ambiente. Ela também alerta o cérebro de que existe uma ameaça, um perigo do qual devemos nos defender. É aquele sensor instintivo (e às vezes até irracional) que nos faz reagir diante de medos comuns como aranhas, escuridão, altura…


O impacto da ansiedade no cérebro

O hipocampo

O hipocampo é a parte do cérebro ligada à nossa memória emocional. Se o impacto da ansiedade sobre cérebro for intenso e sustentado por um longo tempo, essa estrutura será uma das que mais sofrerá. O seu tamanho é reduzido e sofreremos sérios efeitos associados a essa alteração. Dessa forma, perdas de memória, problemas de concentração ou mesmo estresse pós-traumático são muito frequentes. Esse efeito é comum em crianças que sofreram abusos, o peso devastador do medo permanente, da angústia, da sensação contínua de perigo…


Por outro lado, há alguns meses, uma descoberta tão interessante quanto esperançosa foi publicada na revista “Neuron“: verificou-se que as células responsáveis pela ansiedade estão localizadas exatamente no hipocampo. A partir dessa constatação, os especialistas esperam desenvolver medicamentos mais precisos para regular a sua atividade.


Cortisol, noradrenalina e adrenalina

A inquietação, a sensação de alarme, a tensão nos músculos e a taquicardia são o resultado da ação de alguns neurotransmissores muito específicos. O impacto da ansiedade sobre o nosso cérebro deve-se à combinação infalível (e assustadora) de cortisol, noradrenalina e adrenalina.


Assim, enquanto a amígdala se encarrega de identificar o perigo, esses neurotransmissores levam-nos a reagir. O cérebro quer que a pessoa se defenda, fuja e reaja… E algo assim é alcançado trazendo mais sangue para os músculos, acelerando o coração, levando mais ar para os pulmões…


Esse estado de alarme pode nos ajudar em um momento específico, desde que a ameaça “seja real”. No entanto, quando isso não acontece e a ativação fisiológica é constante, surgem os problemas: má digestão, dores de cabeça, hipertensão, risco de AVC…


O que podemos fazer diante do impacto da ansiedade no cérebro?

Como dissemos no início, a ansiedade é uma resposta fisiológica. Não adianta dizer algo como “acalma-te, vai ficar tudo bem”. Se o nosso cérebro acredita que existe um perigo, o nosso raciocínio é de pouca utilidade. Portanto, é aconselhável começar com o fisiológico, o orgânico, o corporal.


Convence o teu corpo de que não há nenhuma ameaça. Como? Pratica o relaxamento, a respiração profunda, faz uma “pausa” para o teu corpo para que o teu cérebro também relaxe.

Coloca a ansiedade a teu favor. Gerenciar a ansiedade não é um problema de força de vontade. Não se trata de fazer desaparecer essa realidade psico-fisiológica do nosso cérebro. Trata-se de aprender a lidar com ela, de usá-la a nosso favor.


Para colocar essa ideia em prática, podemos fazer uso das terapias artísticas. Moldar o barro ou mesmo pintar serve para modular a ansiedade que, como um monstro devorador, pode se tornar menor, mais inofensivo e controlável.


Novos hábitos, novas rotinas. Muitas vezes, mudar alguma coisa nas nossas atividades diárias muda tudo. Sai para uma caminhada, vai todas as semanas assistir a um concerto musical, conhece novas pessoas, pratica yoga… Tudo isso pode mudar a percepção de alarme do nosso cérebro para começar a ver as coisas de uma maneira diferente.


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